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Learn Portuguese - “Bate-papo” about the differences between Brazil and the US | Speaking Brazilian

February 13, 2019

Read the entire transcription of this episode below. :)

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Transcription of the episode:

 

Oi pessoal, aqui é a Virginia.

Hoje eu vou ter um bate-papo com minha grande amiga, Flavinha. A partir de hoje, eu vou ter uma série de bate-papos com brasileiros, para você ouvir novos sotaques, conhecer um pouco mais sobre a cultura brasileira e ter a oportunidade de ouvir uma conversa autêntica em português.

Muito bem, então vamos começar.

Flavinha, fale um pouquinho de você. De onde você é no Brasil?

Flavinha: Eu sou da região Nordeste, mais especificamente de Salvador, que fica na Bahia, que é uma região quente, com muitas praias bonitas, muita natureza. É uma região tropical do país.

Virginia: Muito diferente daqui de Nova Iorque, né? Gente, Nova Iorque está um frio hoje!

Flavinha: Muito quente, lá!

Virginia: E o que você está fazendo aqui em Nova Iorque?

Flavinha: Então, eu vim pra cá porque eu queria um novo estilo de vida. Eu queria conhecer um novo estilo de vida, conhecer novas pessoas, queria aprender inglês, e pra mim, tem sido muito bacana porque é muito diferente de estar no Brasil.

Virginia: Hoje eu queria conversar um pouco sobre as diferenças culturais entre o Brasil e os Estados Unidos. Na sua opinião, quais são as maiores diferenças culturais ou aquilo que você sentiu mais quando você se mudou pra cá?

Flavinha: Eu acho que o que me chamou mais a atenção é que o povo brasileiro, ele é conhecido por ser muito caloroso. E ele realmente é. E quando eu cheguei aqui, você sente que... não é que as pessoas não sejam calorosas, mas é diferente. O povo brasileiro tem uma coisa de agregar, de unir, de trazer pra perto de si que é diferente. Então isso é muito diferente mesmo.

Virginia: Eu também, eu concordo completamente. Eu tive essa experiência quando eu me mudei pra cá, porque no Brasil, quando a gente conhece uma pessoa pela primeira vez, o que você faz? Você dá um beijo e um abraço.

Aqui em Nova Iorque, não. Aqui é só um aperto de mão. Então eu cometi essa gafe várias vezes. Quando eu me mudei pra cá, eu conhecia uma pessoa e dava um beijo e um abraço e a pessoa ficava assim: o que estava acontecendo. Eu demorei um pouco pra me acostumar a simplesmente dar um aperto de mão quando eu conheço a pessoa pela primeira vez.

Você teve alguma dificuldade de adaptação quando você se mudou pra cá?

Flavinha: Olha. Não ter uma base da língua inglesa foi difícil porque quando você vem pra outro país, tudo você precisa da língua. Então eu tinha dificuldade de ir ao supermercado, eu tinha dificuldade de ir na farmácia, qualquer lugar que eu fosse, eu precisava sempre de ajuda porque é difícil você estar em outro país. Então eu acho que não ter uma base da língua foi o que fez com que a minha adaptação no início fosse mais difícil. Mas hoje em dia eu me sinto adaptada. Aí eu fiz curso, já entendo melhor, já estou me desenvolvendo nisso.

Virginia: É, eu também tive essa mesma dificuldade no começo. Eu já tinha estudado muito inglês, em casa, no Brasil, mas eu demorei pelo menos um ano pra ter coragem de atender o telefone,

por exemplo. Eu tinha muito medo de falar, de comunicar. A língua realmente é um desafio muito grande quando você se muda a outro país.

Flavinha, e o que você mais gosta, aqui nos Estados Unidos?

Flavinha: Eu acho que o que eu mais gosto é eu conseguir ir e vir com muita facilidade. Porque aqui, pelo menos em Nova Iorque, que é a região que eu moro, é muito comum você ter acesso de metrô a qualquer lugar que você quer ir. Se você quer ir à praia, você consegue ir de metrô. E isso é muito diferente do Brasil. Então, isso é algo no meu estilo de vida que eu gosto muito hoje em dia. Eu me sinto mais livre. Eu não fico presa. No Brasil, eu tinha carro. As pessoas têm carro porque é mais comum, por comodidade você andar de carro. E aqui, é engraçado, isso mudou. Hoje em dia, o transporte público é o que me faz ter mais essa sensação de liberdade. Carro, já me aprisiona.

Virginia: É verdade. Em São Paulo, você é obrigada a ter carro, né? Tipo, eu tinha que usar carro todos os dias pra ir pra faculdade e voltar da faculdade.

Flavinha: Isso é muito diferente.

Virginia: Trânsito terrível.

Aqui o trânsito também é terrível, mas pelo menos você tem a opção de usar meio de transporte público.

E o que você mais sente falta do Brasil?

Flavinha: Da comida! E da minha família, mas...

Virginia: Vem a comida e depois família.

Flavinha: Mas... a comida daqui é muito gostosa também, mas eu acho que a comida do nosso país, ela aquece o coração. Então é uma forma de você lembrar sempre. Sempre que eu faço alguma coisa, alguma comida brasileira em casa, dá uma sensação boa. Remete ao país. E eu acho isso muito importante e é muito gostoso. Então eu acho que a comida, eu sinto muita falta. E claro, da minha família.

Virginia: Especialmente se você está falando da comida Baiana. Gente, a comida de Salvador da Bahia é incrível. Se você for ao Brasil, você precisa provar. É a melhor. Minha favorita.

E você está indo pro Brasil agora?

Flavinha: Sim!

Virginia: Semana que vem? Pra onde você vai?

Flavinha: Eu vou primeiro pra São Paulo, visitar uns amigos, e depois pra Campinas, que é interior de São Paulo, pra que a minha filha conheça os avós. E depois pra minha família, pra Salvador, conhecer... pra que minha família conheça minha filhinha também, e pra que eu aproveite as praias, que eu tome água de coco, açaí...

Virginia: Ah! Estou com inveja. E com quantos meses está Chloe, mesmo?

Flavinha: Quatro, quatro meses.

Virginia: Nossa! Como o tempo passa rápido!

Flavinha: Muito!

Virginia: E o que você mais quer fazer no Brasil, quando estiver lá agora? Eu acho que eu tenho uma ideia da resposta.

Flavinha: Ah! Eu quero comer um açaí!

Virginia: Eu sabia que ia envolver comida!

Tá! Muito obrigada por gravar esse vídeo comigo. Eu tenho certeza que os meus alunos vão adorar! E boa viagem ao Brasil. Aproveite por nós! Dá um abraço!

Flavinha: Obrigada!

Virginia: Obrigada!

Gente! Então é isso por hoje. Até a próxima! Tchau, tchau!

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